segunda-feira, 28 de junho de 2010

O abismo

Novamente vou tomar emprestado as palavras de Paulo Coelho, pois o que ele escreveu vêm de encontro ao que eu estava pensando...

"O guerreiro – sem querer – dá um passo em falso e mergulha no abismo. Os fantasmas se aproximam e o assustam, a solidão o atormenta. Como tem fé, e sempre procurou seguir o caminho do Bom Combate, não pensava que isto fosse acontecer com ele.
Mas aconteceu. Os desígnios da Providência Divina são insondáveis. Envolto pela escuridão, ele se comunica com seu mestre.

“Mestre, caí no abismo”, diz ele. “As águas são fundas e escuras; será que morrerei afogado?”

“Lembre-se de uma coisa”, ele escuta o mestre dizer. “O que afoga alguém não é o mergulho, mas o fato de permanecer debaixo d’água”.

E o guerreiro, a partir deste momento, usa as suas forças para sair do abismo." (Paulo Coelho, 2010)

...

Pois é, o maior problema não está em mergulhar, sejam quais forem as águas...o problema está justamente em não procurar a superfície, não sair de dentro da água, ficar lá no fundo se afogando...e, se não houver vontade de voltar à tona, de nada adiantam mãos na superfície da água. Por mais mãos que estejam estendidas somente quem chega próximo da superfície consegue alcançá-las.
E para quem está no fundo, meter o pé na lama para se impulsionar para cima ajuda! Então, se afoga aquele que não aceita ajuda e não tem força de vontade suficiente para sair da água sozinho...

domingo, 27 de junho de 2010

Amizade

Nos momentos difíceis, em que a noite cai e o clima pesa, é que se conhece os verdadeiros amigos...
Nada machuca mais do que ver aquela pessoa em quem você confiava pular fora na hora do aperto, culpá-lo por defeitos que ele próprio não reconhece em si.
Nada é mais triste do que perceber que a amizade não acabou...simplesmente nunca existiu!


quarta-feira, 23 de junho de 2010

A massacrante felicidade dos outros

Este texto me foi enviado por um grande amigo (Norberto), chama-se "a massacrante felicidade dos outros" e é de autoria de Martha Medeiros.

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma..Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras.

Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?

Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia:

"Eu espero / acontecimentos / só que quando 

anoitece / é festa no outro apartamento".

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite.

É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são – ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho. As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias.

Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.

Pra consumo externo, todos são belos, sexy’s, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. "Nunca conheci quem tivesse levado porrada; todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje,  vendendo um mundo de faz-de-conta..

Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia.

Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige?

Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?...

Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

persistência

Muitos são os que dizem conhecer o caminho, mas poucos são os que realmente o trilham...
A persistência não se expressa através das palavras, mas dos atos. Persistir não é suportar apenas a dor, o cansaço, o frio, a fome, a sede...vai muito além disso! A persistência é um sentimento que, quando o corpo é atingido, não deixa que a alma seja ferida...é um sentimento de proteção do espírito que faz com que a pessoa não se deixe vencer pelas adversidades.
O corpo pode ser ferido, machucado...mas a alma tranquila e serena não! A alma só é ferida quando existe desistência, por isso, não perde aquele que é ferido ou mesmo morto, perde aquele que se deixa abater...e aí a maior perda já não é mais a do corpo, e sim a do espírito!


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Billy...

A gente se apega aos animais...eles são amáveis e companheiros, eles querem carinho e um pouquinho de atenção, assim como nós eles buscam a felicidade...ainda que não de forma racional. Há quem diga que ame mais os animais do que as pessoas, e não é de se estranhar, afinal, "dê ao animal comida e um lugar para dormir e ele nunca te trairá, já o ser humano..."
Ao adotar um animalzinho é preciso pensar em duas coisas, fundamentalmente: saber que eles precisam de carinho e cuidados, e saber que eles também morrem (e geralmente bem antes do que nós)...
Seja cão, gato, pássaro, roedor, etc, aprendemos com eles, especialmente a amar incondicionalmente!
Saudades...dói muito quando um deles se vai...






segunda-feira, 14 de junho de 2010

(in)constância

O tempo aqui é esquisito, num único dia pode estar frio, calor, pode ter um sol lindo e uma chuva torrencial! Ou aquela garoazinha que insiste, persiste...é uma coisa de doido mesmo! A gente sai de casa com casaco, mas usando uma roupa mais levinha por baixo, caso esquente. Sai carregando sombrinha, mas sem esquecer de passar o protetor solar! Leva óculos de sol e uma meia reserva, caso chova demais e o pé acabe numa poça d’água...

Ou...a gente sai sem se importar com nada e, se chover, aproveita e toma um banho de chuva. E se esfriar dá uma corridinha escada à cima que é pra esquentar rapidinho...

O tempo aqui é assim...inconstante! O que deve mudar não é o tempo, mas o modo de ser das pessoas...esqueço agora que estava falando sobre o tempo e falo sobre o comportamento das pessoas. Ok, tudo bem que você pode se sentir feliz e triste no mesmo dia, e isso é até importante porque nem tudo são flores, nem tudo são pedras. É preciso compreender que mesmo a mais dura das dores não é eterna, assim como não é eterno o mais doce sentimento. A questão é a inconstância nas pessoas. Inconstância no modo de ser, ou seja, num momento a pessoa é cheia de moralismos, noutro momento é hipócrita, dissimulada! Como pode ser isso?!

Por mais negras que sejam as nuvens é preciso ter em mente que as nuvens passam e que, já falei isso antes, acima das nuvens sempre há o sol a iluminar! Por isso a pessoa constante sabe que nos momentos críticos precisa manter calma e pensar de forma clara, e que nos momentos de prazer também precisa aproveitar com certa cautela. Não estou dizendo para se prender, não se permitir aproveitar a vida...e sim para aprendermos a não nos afobar e sair trocando mãos e pés.

Ser constante para não temer os novos desafios, para não temer os inimigos (que por vezes estão dentro de nós mesmos...). Ser constante para manter a face tranqüila mesmo diante da pior imagem! Ser constante para compreender que a vida aqui não é a eternidade, é só uma passagem e, se um dia, ou melhor, quando a morte chegar, que a pessoa não encare isso como seu fim, e sim como um recomeço...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Respeito

"Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um japonês deixando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o japonês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o seu arroz?
E o japonês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores!!!"

Bom, essa história não tem a ver com os mortos, tem a ver com o respeito. Respeitar as opções dos outros é uma virtude!
Aliás, o respeito em si é uma virtude. Uma pessoa direita é aquela que respeito a todos, independente de classe social, de cor, religião, orientação sexual, etc.
É muito bonito um filho respeitar seus pais, mas isto é sua obrigação! Importante é também aprender a respeitar a todos mesmo, por exemplo, respeitar a faxineira que limpa a sua escola, respeitar o coletor de lixo que recolhe o lixo da sua casa, respeitar o varredor de rua e até o mendigo! As pessoas podem parecer diferentes por fora, mas por dentro todos tem sentimentos, todos se alegram e entristecem!
Mesmo que você não concorde com a outra pessoa, que você ache que a religião dela não faz sentido, por exemplo, ainda assim você deve respeitá-la. E respeitar não é apenas ser educado na frente da pessoa em questão, é não falar mal pelas costas, é deixar que ela creia no que julgar mais certo. Afinal, quem é que sabe tudo nessa vida?!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

tempos idos

Romênia, 1467. O povo passa fome, frio, medo. As sombras estão por toda parte, as incertezas e as angústias imperam. Há sangue manchando o chão, por toda parte. Um temor paralisa as idéias, causa enjôos e uma ansiedade crescente. O sol custa a surgir, o dia permanece branco, as nuvens encobrindo o sol e assim, a noite chega mais cedo. Soldados se aproximam e prendem o pescoço daquela mulher, que tenta se livrar em vão. Ela vai sufocando aos poucos, seus olhos vendo o vazio dentro dos olhos daqueles homens, aos poucos vê apenas um brilho e então, a escuridão...ela para de se debater, sabe que é em vão, a vida lhe deixa. É um tempo de desgraças e tristezas, de maldade e privações. Mas há uma certa beleza nas canções entoadas nas tavernas, nos gritos de alegria ao beberem até cair. Ao esquecerem, por um tempo, toda sujeira e toda maldade. Nesses momentos quem, pois, iria dizer que a maldade está sobre a terra?!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

o inverno e o inverso

Minhas mãos geladas denunciam, o inverno está próximo!

Engraçado, no inverno ouço tanta gente dizer “ahhhh tomara que chegue logo o verão”, aí no verão ouço as mesmas pessoas dizerem “ahhhh tomara que chegue logo o inverno”. Como pode ser isso? Acredito em muitas hipóteses...por exemplo, o ser humano esquece as coisas, por isso quando está frio ele esquece as agonias do forte calor, e vice-versa. Outra coisa é o fato de o ser humano ser um eterno insatisfeito, sempre quer mais, melhor, diferente, neste caso existem prós e contras. Prós no sentido de evoluir, contra no sentido de frustração. E há ainda a própria mudança, sair daquilo que é uma rotina e buscar algo novo, porque é sabido que nas estações não é apenas a temperatura que se altera, mas as cores, as flores, as frutas, as possibilidades...

Ah sim, sobre as possibilidades. No verão a gente se sente mais disposto a mudar, a sair pra caminhar, a fazer coisas novas, tentar novos horizontes, ir pra praia, fazer uma hortinha, e tantas outras coisas...mas o calor, quando sufoca torna tudo pesado, angustiante, eu particularmente não gosto da sensação de calor + umidade alta, isso cria uma espécie de “manto da agonia” em torno do corpo da gente...

No inverno dá vontade de ficar ao sol, fazer um passeio com a pessoa amada, ficar de baixo das cobertas! Que maravilha! Tomar uma bebida quente, comer uma comidinha quentinha também...e sorvete! Por mais estranho que possa parecer pra mim sorvete vai bem em qualquer temperatura, e no inverno ainda há o benefício de ele demorar para derreter! =o)

No inverno as cores são mais vivas, o mar é mais lindo, o céu mais limpo, as montanhas mais atrativas. Dá vontade de ir a todos os lugares, e por vezes até arriscar um banho de mar ou cachoeira...mas daí sair correndo pra um chuveiro bem quentinho, uma sopinha e cama! Pra não correr o risco de passar os próximos dias com o nariz escorrendo...
Bom, eu prefiro o inverno, mas gosto também da disposição do verão! E tem ainda o fato de que no inverno a gente costuma engordar, no verão emagrecer...eita! Mas é isso aí, post leve como estou também me sentindo...

terça-feira, 8 de junho de 2010

anoitecendo e uma forma de ajuda

Começa a anoitecer, o ar frio da noite entra pela janela causando arrepios!




Ajudar às vezes não custa muito, talvez um pouco de tempo, talvez nem custe nada para quem ajuda...mas para quem recebe a ajuda é algo muito valioso.

As pessoas já estão em sua maioria cansadas de tanto descaso, da falta de vontade alheia, do egoísmo, da ganância...mas não percebem que também recusam constantemente ajuda aos outros.

Há muitas e variadas formas de ajuda, desde a financeira até a espiritual. Hoje estou falando de ajuda em pesquisas. Quantos e quantos pesquisadores vêem suas preciosas pesquisas perdendo a credibilidade por falta de ajuda, e nem estou falando de ajuda governamental! É a simples ajuda do povo que está cansado demais para aceitar participar de qualquer coisa que não lhe dê algum trocado. É uma miséria mesmo! Mas esta miséria é muito mais espiritual do que material!

Quando se encontra pessoas dispostas a colaborar sem nenhum interesse isso é algo maravilhoso! Mas é tão raro...

Costumo fazer um exercício realtivamente simples e que ajuda bastante a entrar em forma, esta forma da qual falo é a forma "ser humano". Você simplesmente se coloca no lugar da outra pessoa e age com ela como gostaria que ela estivesse agindo com você, é só isso, simples assim!

Parar na rua pra responder questionário é uma chatice, eu sei...mas pense que para a pessoa que está aplicando o questionários é seu meio de ganhar o pão! Pense na pessoa que está ali e não na companhia que o enviou...ou você pensa que são os diretores que vão para as ruas aplicar questionários?!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

a vida nas montanhas

A vida nas montanhas é revigorante, renova as energias!
Mas a vida nas montanhas também é uma vida de privações, por vezes...
O gado precisa comer, mesmo na seca intensa, mesmo com a chuva imensa!
Às vezes vem a geada e queima o pasto, ou a chuva que apodrece a forragem, ou a seca que torna infértil a maioria das pastagens.
Alguns enlouquecem, outros se matam, outros fazem dívidas até não mais poder e depois ficam sem saber o que fazer.
Aí quando o pessoal da cidade vai no supermercado comprar leite acha um absurdo o preço! Mal sabem quanto suor está impresso em cada caixinha desse leite...mas o mal de tudo mesmo é o preço que o intermediador paga ao coloco, dono das vaquinhas que miseraram o ano inteiro, isso sim é uma vergonha!

Quando há sol na medida, quando a chuva abunda mas não em demasia, quando não há calor nem frio demais...aí a vida nas montanhas é um encanto só!
Mas ainda assim o colono acorda todos os dias de madrugada para trabalhar, faça chuva ou sol, 20°C ou 0°C, seja dia de semana ou feriado...

É preciso valorizar quem se dá ao trabalho de nos por o pão na mesa, digo, o leite, as verduras, a carne...nós pagamos por tudo isso, mas quantos de nós estariam realmente dispostos a "meter a mão na massa" para se queimar ao sol e ganhar uma miséria?! De nada adiantam fábricas de enlatados se não houver a matéria-prima. Eu admiro esse povo que tem o dom da terra!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sinceridade...

A sinceridade é uma virtude de poucos! Não digo isso por acreditar que a maioria vive a mentir, não é isto. Digo que a sinceridade é para poucos, pois penso que são poucos os que realmente conseguem compreender o que é a sinceridade. Sinceridade não é falar o que vier na cabeça, não é sair tagarelando o que quiser com a desculpa de que “ahh eu sou sincero!”. A sinceridade vem do interior da pessoa, e para ser sincero com os outros antes é preciso ser sincero consigo mesmo. Já dizia Goethe “ninguém consegue nos enganar melhor que nós mesmos”. Podemos tentar e até conseguir enganar a todos...a todos, menos a nós mesmos!

Acredito também que a sinceridade não é somente um sentimento, mas uma atitude, e esta atitude não está isolada. Vem acompanhada da honestidade, da lealdade, da retidão do caráter! Por isso antes de pensar em ser sincero é preciso pensar se podemos sustentar esta sinceridade. Ou seja, é preciso se perguntar se a pessoa que o ouve está mesmo preparada para ouvir o que pretende dizer, do contrário as palavras serão à toa. Às vezes é preciso falar as coisas do modo que o outro possa compreender, mas isto não deve ser feito na base de mentiras, e sim na escolha das palavras. Dizem que a pessoa honesta, sincera, não precisa de boa memória, ao contrário dos mentirosos que precisam sempre estar atentos ao que dizem...

terça-feira, 1 de junho de 2010

relógios

Quando no pulso não há um relógio a marcar as horas, que diferença faz se forem 13:30h ou 13:40h? Então se for assim, que diferença faz se forem 8h ou 18h? A diferença está na percepção...contas as horas é atividade costumeira para quem vive medindo o tempo. Mas o tempo é relativo, bom, já dizia Einstein que tudo o é...

O relógio é, talvez, o menor objeto de escravização humana! Mas o que eu quero dizer com isto? Certamente não estou menosprezando a pontualidade, pois, ao assumir um compromisso o mínimo que se pode fazer é chegar em tempo, ou até um pouco mais cedo...
Mas agora se esquecendo um pouco dos compromissos nossos de cada dia...quando estamos a sós, que diferença faz saber do horário?! Simplesmente não faz diferença...o problema é que estamos acostumados demais a olhar para o relógio, e não somente isto, nos acostumamos a sempre ocupar o tempo com alguma coisa! Mas eu pergunto: que mal faria simplesmente parar um pouco para, sei lá, observar a natureza e pensar sobre a vida??! Isso certamente é algo que muitos chamariam de falta de comprometimento com suas atividades...mas digo eu que talvez nos poupasse muitos aborrecimentos, muito tempo gasto com inutilidades, nos pouparia muita vida, afinal...