quinta-feira, 1 de julho de 2010

Valor e Respeito

Aí vai mais um texto que não é meu, mas não sei de quem é!

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Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:

- Companheiro, você entende de leis?

- Não. - Responde o barqueiro.

E o advogado compadecido:

- É pena, você perdeu metade da vida!

A professora muito social entra na conversa:

- Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?

- Também não. - Responde o remador.

- Que pena! - Condói-se a mestra - Você perdeu metade da vida!

Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco. O canoeiro preocupado pergunta:

- Vocês sabem nadar?

- Não! - Responderam eles rapidamente.

- Então é pena - Conclui o barqueiro - Vocês perderam toda a vida!

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"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes" (Paulo Freire).

Pois é, o importante é valorizar a todos, independente de aparências, diplomas na parede, chinelos de dedos, roupas surradas...porém, digo que nunca é tarde ou difícil demais para se buscar saber mais! No caminho da evolução pessoal o único sentido é o de seguir em frente, parar ou retornar não cabem neste caso! E outra vez eu digo, valorizar e RESPEITAR!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O abismo

Novamente vou tomar emprestado as palavras de Paulo Coelho, pois o que ele escreveu vêm de encontro ao que eu estava pensando...

"O guerreiro – sem querer – dá um passo em falso e mergulha no abismo. Os fantasmas se aproximam e o assustam, a solidão o atormenta. Como tem fé, e sempre procurou seguir o caminho do Bom Combate, não pensava que isto fosse acontecer com ele.
Mas aconteceu. Os desígnios da Providência Divina são insondáveis. Envolto pela escuridão, ele se comunica com seu mestre.

“Mestre, caí no abismo”, diz ele. “As águas são fundas e escuras; será que morrerei afogado?”

“Lembre-se de uma coisa”, ele escuta o mestre dizer. “O que afoga alguém não é o mergulho, mas o fato de permanecer debaixo d’água”.

E o guerreiro, a partir deste momento, usa as suas forças para sair do abismo." (Paulo Coelho, 2010)

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Pois é, o maior problema não está em mergulhar, sejam quais forem as águas...o problema está justamente em não procurar a superfície, não sair de dentro da água, ficar lá no fundo se afogando...e, se não houver vontade de voltar à tona, de nada adiantam mãos na superfície da água. Por mais mãos que estejam estendidas somente quem chega próximo da superfície consegue alcançá-las.
E para quem está no fundo, meter o pé na lama para se impulsionar para cima ajuda! Então, se afoga aquele que não aceita ajuda e não tem força de vontade suficiente para sair da água sozinho...

domingo, 27 de junho de 2010

Amizade

Nos momentos difíceis, em que a noite cai e o clima pesa, é que se conhece os verdadeiros amigos...
Nada machuca mais do que ver aquela pessoa em quem você confiava pular fora na hora do aperto, culpá-lo por defeitos que ele próprio não reconhece em si.
Nada é mais triste do que perceber que a amizade não acabou...simplesmente nunca existiu!


quarta-feira, 23 de junho de 2010

A massacrante felicidade dos outros

Este texto me foi enviado por um grande amigo (Norberto), chama-se "a massacrante felicidade dos outros" e é de autoria de Martha Medeiros.

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma..Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras.

Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?

Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia:

"Eu espero / acontecimentos / só que quando 

anoitece / é festa no outro apartamento".

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite.

É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são – ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho. As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias.

Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.

Pra consumo externo, todos são belos, sexy’s, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. "Nunca conheci quem tivesse levado porrada; todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje,  vendendo um mundo de faz-de-conta..

Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia.

Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige?

Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?...

Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

persistência

Muitos são os que dizem conhecer o caminho, mas poucos são os que realmente o trilham...
A persistência não se expressa através das palavras, mas dos atos. Persistir não é suportar apenas a dor, o cansaço, o frio, a fome, a sede...vai muito além disso! A persistência é um sentimento que, quando o corpo é atingido, não deixa que a alma seja ferida...é um sentimento de proteção do espírito que faz com que a pessoa não se deixe vencer pelas adversidades.
O corpo pode ser ferido, machucado...mas a alma tranquila e serena não! A alma só é ferida quando existe desistência, por isso, não perde aquele que é ferido ou mesmo morto, perde aquele que se deixa abater...e aí a maior perda já não é mais a do corpo, e sim a do espírito!


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Billy...

A gente se apega aos animais...eles são amáveis e companheiros, eles querem carinho e um pouquinho de atenção, assim como nós eles buscam a felicidade...ainda que não de forma racional. Há quem diga que ame mais os animais do que as pessoas, e não é de se estranhar, afinal, "dê ao animal comida e um lugar para dormir e ele nunca te trairá, já o ser humano..."
Ao adotar um animalzinho é preciso pensar em duas coisas, fundamentalmente: saber que eles precisam de carinho e cuidados, e saber que eles também morrem (e geralmente bem antes do que nós)...
Seja cão, gato, pássaro, roedor, etc, aprendemos com eles, especialmente a amar incondicionalmente!
Saudades...dói muito quando um deles se vai...






segunda-feira, 14 de junho de 2010

(in)constância

O tempo aqui é esquisito, num único dia pode estar frio, calor, pode ter um sol lindo e uma chuva torrencial! Ou aquela garoazinha que insiste, persiste...é uma coisa de doido mesmo! A gente sai de casa com casaco, mas usando uma roupa mais levinha por baixo, caso esquente. Sai carregando sombrinha, mas sem esquecer de passar o protetor solar! Leva óculos de sol e uma meia reserva, caso chova demais e o pé acabe numa poça d’água...

Ou...a gente sai sem se importar com nada e, se chover, aproveita e toma um banho de chuva. E se esfriar dá uma corridinha escada à cima que é pra esquentar rapidinho...

O tempo aqui é assim...inconstante! O que deve mudar não é o tempo, mas o modo de ser das pessoas...esqueço agora que estava falando sobre o tempo e falo sobre o comportamento das pessoas. Ok, tudo bem que você pode se sentir feliz e triste no mesmo dia, e isso é até importante porque nem tudo são flores, nem tudo são pedras. É preciso compreender que mesmo a mais dura das dores não é eterna, assim como não é eterno o mais doce sentimento. A questão é a inconstância nas pessoas. Inconstância no modo de ser, ou seja, num momento a pessoa é cheia de moralismos, noutro momento é hipócrita, dissimulada! Como pode ser isso?!

Por mais negras que sejam as nuvens é preciso ter em mente que as nuvens passam e que, já falei isso antes, acima das nuvens sempre há o sol a iluminar! Por isso a pessoa constante sabe que nos momentos críticos precisa manter calma e pensar de forma clara, e que nos momentos de prazer também precisa aproveitar com certa cautela. Não estou dizendo para se prender, não se permitir aproveitar a vida...e sim para aprendermos a não nos afobar e sair trocando mãos e pés.

Ser constante para não temer os novos desafios, para não temer os inimigos (que por vezes estão dentro de nós mesmos...). Ser constante para manter a face tranqüila mesmo diante da pior imagem! Ser constante para compreender que a vida aqui não é a eternidade, é só uma passagem e, se um dia, ou melhor, quando a morte chegar, que a pessoa não encare isso como seu fim, e sim como um recomeço...