sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Primavera
Fico feliz que existam pessoas que nos “despertam” desse mundo. Maaas existem também pessoas que nos fazem desejar viver sós, seja o mundo qual for. No mundo existem tantas flores quanto ervas daninha, e eu penso que as ervas daninhas devem ser arrancadas pela raiz...
Já é primavera, vamos cultivar flores e “flores”...
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Medidas relativas
Quando a gente pensa que está evoluindo, geralmente não está.
É interessante como a natureza é sábia e sempre podemos aprender com ela. Certamente uma árvore não pensa “preciso crescer”, é algo natural que acontece com ela, ela simplesmente vive e vai crescendo aos poucos. Quando plantamos uma árvore no quintal e acompanhamos seu crescimento temos a impressão de que ela quase não cresce, pois as vezes vão meses até se notar uma pequena mudança. Mas, se plantarmos uma árvore num local distante e apenas formos vê-la esporadicamente, a cada vez que formos teremos uma surpresa “puxa, como ela cresceu!”
É por isso que enquanto envelhecemos não notamos tantas mudanças em nós mesmos, mas se compararmos uma foto de hoje com uma de 5 anos atrás vemos de longe as diferenças.
Acredito que aprender é assim também, quanto mais “força” fazemos para aprender e evoluir, menos parece que conseguimos...mas se pararmos de nos preocupar com isso e simplesmente buscarmos viver da forma mas digna e honesta possível, de bem consigo mesmo, um dia lá no futuro talvez possamos nos dar conta de nossa evolução. Na verdade isso acontece quando não mais nos importarmos em mensurar e simplesmente aprendermos a ir em frente...
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
não choveu hoje
Estamos numa correria hoje hein?! Estivemos numa correria ontem e, possivelmente, continuaremos na correria amanhã, e depois...
Bom, eu sou daquelas pessoas que acredita que é preciso ter um tempo pra si, um tempo pra coisa alguma, pra ficar sem fazer nada, pra fazer algo que realmente goste, sem pressão, sem a preocupação de ter de fazer rápido porque há milhares de outras coisas esperando para serem feitas...
Talvez eu já esteja repetitiva demais, mas a forma como aproveitamos o tempo é, acredito, o ponto chave para se conseguir conciliar todas as coisas. Mas, pelo menos pra mim, uma coisa é certa: nunca haverá tempo suficiente para fazer tudo aquilo que gostaria! Sei que isso parece extremista e vai contra uma frase que eu costumo usar “o nosso tempo a gente inventa”. Mas digo isso porque a cada momento “meu” eu descubro coisas novas que gosto de fazer, de aprender, de observar. Hum...eis aí a graça da vida, encontrar beleza, encontrar a tal da graça nas coisas que antes pareciam monótonas.
Então fica assim “se chover de tarde vamos antes de meio-dia”...se a gente cai a gente aproveita pra olhar as coisas mais de perto, quando a gente decide aprender a voar já esta intimamente se acostumando com a possibilidade da queda. Mas a possibilidade da queda não tira o prazer de voar...
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
No vale das pedras
“No momento em que começa a andar, um guerreiro da luz reconhece o Caminho. Cada pedra, cada curva, lhe dá as boas vindas. Ele identifica-se com as montanhas e riachos, vê um pouco de sua alma nas plantas, nos animais, e nas aves do campo. [...]Em certas noites não tem onde dormir, em outras sofre de insônia. ‘Isto faz parte’, pensa o guerreiro. ‘Fui eu quem decidiu seguir por aqui’.”
Escolhi esse trecho, pois concordo muito com a frase “isto faz parte...fui eu quem decidiu seguir por aqui”. Por mais difícil que seja somos nós quem escolhemos o caminho a seguir. Às vezes, nos mais duros momentos, eu penso “ok, isto faz parte do treinamento”. E então, aceitando as dificuldades como parte do caminho e como uma oportunidade para crescer, tudo o que mais difícil parece ser acaba por tornar-se mais ameno. É como se, ao caminhar por um vale de pedras, não encarar as pedras como obstáculos, mas sim como pontos de repouso, algo que ajude ao invés de atrapalhar.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
a Terra sob pena de morte
Se pararmos para prestar atenção veremos que na natureza também existem ciclos, e que, na realidade, tudo é cíclico.
Aí eu olho pela janela num dia lindo como é hoje, e penso “como gostaria de sair e dar uma volta, um passeio” e acabo me perguntando “quantas pessoas não gostariam de fazer o mesmo?”
Muitas...com certeza muitas pessoas prefeririam largar o que estão fazer e dar um passeio...mas poucas, poquíssimas!, realmente o farão. Ok, temos nossas responsabilidades sim. Mas aí retomo os ciclos...quanto mais trabalhamos mais produzimos, quanto mais produzimos mais dinheiro ganhamos, quanto mais ganhamos mais gastamos. E gastamos naquilo que nós e que outros produziram...então, se não produzíssemos tanto também não necessitaríamos comprar tanto e acabaria sobrando mais tempo para um passeio num dia de sol...
E o pior não é somente o passeio que não acontecerá hoje, mas sim a mordida que damos no Planeta, nossa pegada ecológica que aumenta, produzindo e consumindo sem real necessidade.
Outro dia me deparei com a seguinte notícia:
“No próximo sábado, 21 de agosto, os habitantes da Terra terão esgotado todos os recursos que o planeta lhes proporciona no período de um ano, passando a viver dos créditos relativos ao próximo ano, segundo cálculos efetuados pela ONG Global Footprint Network (GFN).”
Isso quer dizer que nós gastamos em apenas 9 meses o que deveríamos ter gasto em 12! Será que alguém acredito que o Planeta vai se safar enquanto nós estivermos aqui, com essas idéias?!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
As vezes é bom olhar pra trás
Seguimos na vida em fila indiana, um atrás do outro. Cada um de nós carrega duas bolsinhas presas ao corpo, uma no peito e uma nas costas. Na bolsinha do peito carregamos nossas qualidade, e na das costas carregamos os nossos defeitos. E é por isso que cada um só consegue ver as suas qualidades e os defeitos dos outros!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Reflexões
Há algo muito além de nossa percepção entre presente, futuro e o próprio passado. Mas o passado é algo que está num cômodo diferente em relação a nós, pois ele é o único imutável, uma vez que não se pode voltar, fisicamente, ao passado...(pelo menos por enquanto!)
Nossa percepção é individual, é única, assim como nossas sensações de futuro e de presente. Quantas vezes ao sonhar conseguimos visualizar o futuro, mas o futuro, tal qual um animal selvagem, se esquiva diante de qualquer aproximação?! E mesmo acordados, quantas vezes já podemos ter nos confrontado com o futuro num lampejo de idéia, numa imagem borrada, numa visão que surge ao acaso, quem poderia saber disso?!
Por vezes podemos sentir um dejá vu, pensar que aquele momento, aquela sensação, já foi antes vivenciada da mesma forma que naquele momento se apresenta. A ciência, mãe dos descrentes e que sobrevive da própria incerteza, atribui o dejá vù a um erro, uma falha no cérebro, onde o que está se vivendo é lançado diretamente na memória de longo prazo, ao invés de ficar na memória recente, assim, continuamos com nosso “contador” de tempo no presente enquanto a situação está no compartimento do passado. É uma explicação razoável para muitos casos, mas será esta a única opção?
Penso que um dejá vù pode ser mais do que um erro do cérebro, pode ser um túnel, uma conexão, um elo de ligação entre o passado e o presente, da mesma forma que algumas pessoas têm o dom de predizer o que irá acontecer. Estas pessoas, os profetas, conseguem de alguma forma ver o futuro como se ele fosse o presente...conseguem encontrar esta ligação entre presente e futuro. E para mim, encontrar esta ligação de forma visual, auditiva, ou numa sinestesia generalizada, é como encontrar uma única flor branca em meio a um imenso campo florido. É algo raro, mas perfeitamente possível!
Mas talvez sejam inúmeras as vezes que, pessoas comuns como a maioria de nós, conseguem ver o futuro, seja dormindo ou acordado, mas não conseguem lembrar ao acordar, ou não dão valor a estas visões, ou ainda, o futuro, incerto como é, acaba por alterar-se numa velocidade maior do que podemos perceber. E, uma pequena modificação aqui, nesse instante, pode gerar uma mega modificação ali adiante, dentro do que chamamos “efeito borboleta”.
Então, o que nos resta é viver o presente, mas sem nos esquecer de que há um sentindo de transformação, de mudança constante na vida, no universo...tudo, absolutamente tudo, caminha em direção a busca do equilíbrio! E às vezes o equilíbrio só consegue surgir a partir do caos, isso é algo que devemos ter em mente sempre, para não desanimar diante dos problemas...pois, “da desordem surge uma nova ordem”...
