A chuva cai, a janela aberta faz o vento cortar o espaço.
A noite silenciosa desliza por entre os dias.
Os pássaros calados apenas observam, voam até o céu, buscam a chuva e descem com ela.
A grama cresce lentamente enquanto as folhas caem, o outono está aqui.
As nuvens passam apressadas, escuras como a noite, como o céu e a plumagem dos pássaros.
Há um encontro, um reencontro, uma busca entre dois extremos.
Buscamos a paz atacando com o ódio.
Buscamos sobreviver saciando nossa fome, enquanto matamos para isto.
É a morte que gera a vida, o caos que cria uma nova ordem, a dor que faz florescer a esperança.
É a tristeza que prova a alegria, é a saudade que procura a companhia...
Dias nublados não são tristes, são momentos de renascer, de ressurgir, de criar e florescer. A chuva quando cai transforma a semente em flor, leva a poeira dos caminhos, lava os rostos cansados. As nuvens não nos impedem de ver o sol, elas nos protegem a visão! As nuvens passam e se dissipam, e o céu sempre estará acima delas, mesmo na noite, na escuridão...apenas são os nossos olhos que não nos permitem ver direito.
Desânimo num dia nublado? É a cegueira coletiva e o medo de se molhar...
Não fechemos nossa casa (nós), deixemos sempre uma janela aberta, pode ser uma janelinha!
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legal Dani! continua escrevendo muito bem, cada vez melhor! Só não sei dizer se é poesia, filosofia, descrição do mundo. Talvez seja melhor nem ter descrição, né.
ResponderExcluirabraços!
Alexandre